Profissional de empresa virtual e participante ativa da comunidade blogueira, a americana Shellie Ross – que possui cinco mil seguidores no Twitter – perdeu o filho de dois anos na segunda-feira do dia 14 de dezembro.
A criança foi vítima de afogamento ocorrido na piscina de sua casa no estado
norte-americano Flórida. Logo que a vítima foi avistada ao boiar na piscina, os
paramédicos foram chamados pelo outro filho de Shellie – este com 11 anos. Durante
a tentativa de reanimação proporcionada pela equipe de saúde, Ross postou no
Twitter: “Por favor rezem como nunca, meu filho de 2 anos caiu na piscina”.
Mais tarde, após o anúncio de falecimento da vítima, Shellie postou: “Me lembrando do meu menino de ouro”. Em seguida, uma foto do filho foi postada.
Tais posts, realizados nos momentos de ápice da experiência devastadora vivenciada por Shellie, sofreram remoção. Em seu blog, a mãe da vítima pede para ser deixada em paz ao ter escrito uma mensagem que diz: “Leave us alone.” (Deixem-nos em paz).
Diante de uma situação polêmica, a comunidade blogueira dos EUA demonstrou sentimentos hostis à utilização que Shellie proporcionou a tal tecnologia.
Ao trocar em miúdos, pode ser dito que uma mãe experimentou um sentimento de perda com bastante intensidade e buscou um amparo na tecnologia digital. Infelizmente, ao invés de apoio, a comunidade digital proporcionou críticas e reprovações a ela. Gigante é a atenção que ela confere ao Twitter, pois no momento de maior súplica que uma mãe pode vivenciar, Shellie recorre à tecnologia.
Será que derramar as emoções em um teclado para que elas sejam depositadas / processadas em um computador seria algo que traria aconchego, apoio e acalento? Arrisco dizer que não, pois a presença é algo inexoravelmente inigualável – pelo menos ainda. De qualquer modo, é possível perceber o espaço que o Twitter ocupa nos pensamentos de Shellie Ross.
http://jornaltecnologia.com.br/2009/12/18/mae-posta-afogamento-do-filho-no-twitter/



















